Leather Naturally News

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PROTOCOLO PARA PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL DE COURO

 

Publicado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, (UNIDO). O protocolo para a produção sustentável do Couro de 2019 é uma revisão da versão de 2014, que examina o conceito de couro como um material sustentável e seguro.

Prefácio
Este documento é uma versão completamente revista e alargada do documento da UNIDO – Protocolo para a produção sustentável de couro de 2014. Ele é primariamente preparado para refletir desenvolvimentos recentes que ocorreram na definição e computação da pegada de carbono do couro (CF), sobre a presença de substâncias restritas no couro (RSLs) e para acrescentar os textos sobre temas como a sustentabilidade, curtimento vegetal, o futuro do couro e a promoção do couro como material nobre, único e sustentável. Dados específicos sobre a utilização da energia solar, medidas de economia de água, curto prazo de preservação e dessalinização contemplados nos projectos recentes da UNIDO, incluindo novas fotos e gráficos, bem como um novo capítulo com previsões sobre o futuro do couro, forma também incluídos.
No geral, a intenção do artigo é apresentar e promover o conceito de couro como sustentável (desde que haja animais para produzir carne e leite) e material seguro. Para ser classificado como seguro, tem que ser seguro para os operadores (segurança e saúde ocupacional no local de trabalho, SST), seguro para as comunidades (todas as emissões tratadas e seguras) e seguro para os usuários finais. Finalmente, um curtidor (produtor) também deve projetar o couro de maneira a facilitar seu manuseio e descarte no final da vida útil.
Veja o pdf do referido documento ou visite a página www.leathernaturally.org.

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A Sustentabilidade do Couro | Perguntas frequentes


Secção 1 - Conformidade Ambiental
1.1 Como os curtumes são regulados pela responsabilidade ambiental?
Os curtumes são regulados pelos governos quanto à conformidade com todos os padrões ambientais, bem como aos regulamentos internacionais por meio de auditorias de terceiros e de clientes. A maioria das indústrias de curtumes é muito transparente sobre os seus dados de conformidade e partilham abertamente essas informações com os seus clientes.


1.2 Como sabemos se uma fábrica de curtumes está ambientalmente conforme?

Muitos programas externos fornecem transparência sobre se um curtume tem conformidade ambiental com regulamentações governamentais e de terceiros. Os programas de gestão externos incluem o Leather Working Group (LWG), o Higg Index, da Sustainable Apparel Coalition e do Institute of Public & Environmental Affairs (IPE). O Brasil tem Certificação de Sustentabilidade para curtumes e o Instituto de Certificação de Qualidade para o Setor de Couro opera na Itália.

 

Secção 2 -Águas residuais e outros resíduos
2.1 Os curtumes têm estações de tratamento de águas residuais?
Sim, todos os curtumes ou têm a sua própria estação de tratamento de águas residuais ou enviam as suas águas residuais para uma estação de tratamento industrial ou municipal. Para saber mais sobre as estações de tratamento de águas residuais da indústria do couro, consulte o artigo da UNIDO sobre o tratamento de efluentes de curtumes.


2.2 Como os curtumes gerem os resíduos sólidos e líquidos?
Todos os curtumes modernos recorrem ou descarregam para sistemas de tratamento de águas residuais para tratar seus resíduos líquidos. Os resíduos de sólidos são geridos de acordo com os protocolos governamentais e as melhores fábricas de curtumes trabalham para criar fluxos de resíduos circulares que forneçam novos materiais ou fontes de energia a partir de seus resíduos sólidos.

 

Secção 3 - Produtos Químicos
3.1 As indústrias de curtumes usam o crómio VI?
O Crómio VI não é usado na curtimenta. O cromo III é usado na curtimenta (é encontrado na natureza e é um nutriente importante para os seres humanos - é recomendado em pequenas quantidades na água & alimentos). Quantidades muito pequenas de cromo VI podem ser formadas durante a produção do couro quando as condições de processamento não são bem controladas. O processamento adequado elimina o risco de qualquer formação de cromo VI.

O Crómio VI tem estado no foco dos legisladores e dos rótulos ambientais nos últimos anos. A razão é que, em casos muito raros, pessoas sensíveis podem confrontar-se com reações alérgicas enquanto estão em contato com couro que contenha cromo VI. Para mais detalhes sobre o crómio, visite o Nothing to Hide.

 

3.2 O que é ZDHC nas indústrias de curtumes?
ZDHC significa Descarga Zero de Produtos Químicos Perigosos. O ZDHC é um programa não-governamental que estabeleceu regras para eliminar produtos químicos perigosos no processamento de têxteis e couro. Mais de 100 marcas globais e muitos fornecedores da indústria do couro tornaram-se colaboradores do programa ZDHC e aplicam as regulações da ZDHC nas suas cadeias logísticas.

 

3.3 A produção de couro ainda utiliza materiais tóxicos como mercúrio, arsénio, fenol e formaldeído?
O estado da arte da produção de couro não utiliza produtos químicos tóxicos deliberadamente. O formaldeído e o fenol, por exemplo, são utilizados apenas em síntese química para produzir agentes de recurtume com qualidade segura. Após a conclusão da síntese, quantidades muito pequenas dessas substâncias podem estar presentes no couro, mas elas não causam nenhum risco para os trabalhadores, consumidores ou para o meio ambiente.
Atualmente, os principais produtores de couro têm que cumprir todas as principais regulações legais em relação ao uso de substâncias químicas restritas. Regulações como as diretivas EU REACH e a lista ZDHC de substâncias restritas em produção, com a designação MRSL. Uma MRSL é uma lista de substâncias químicas estabelecidas pela ZDHC que não podem ser usadas em produtos químicos para produção de couro. A ZDHC é uma ONG global administrada por acionistas de marcas globais, universidades, fabricantes e institutos de testes que tentam reduzir a descarga de produtos químicos perigosos.

 

3.4 Os curtumes ainda usam solventes tóxicos?
O uso de solventes em curtumes é muito baixo. Embora os solventes tenham sido comumente usados no passado para desengorduramento e acabamento (revestimento) de couro, esses processos foram todos substituídos por tecnologias baseadas em água. As poucas quantidades de solventes ainda em uso não são consideradas perigosas, pois todo o ar contendo solventes das operações de revestimento é passado através de um purificador e não é emitido para o ambiente.

 

3.5 O que é a Lista de Substâncias Restritas (RSL)?
Legisladores, rótulos ecológicos, marcas e organizações geridas por ONG’s estabelecem listas de substâncias químicas que são restritas para uso na produção de couro ou no produto final em couro. Estas substâncias são chamadas substâncias restritas devido às suas propriedades perigosas. Para mais informações, consulte www.chem-map.com.

 

3.6 O que são listas de substâncias restritas de produção (MRSL’s)?
São listas de substâncias químicas que não devem ser usadas intencionalmente em produtos químicos durante a produção de couro. Por exemplo, o ZDHC tem uma lista MRSL que é a lista MRSL mais usualmente reconhecida na indústria do couro.

 

3.7 Como é comparável o couro à indústria têxtil em relação a substâncias restritas?
Em comparação com a indústria do couro, a indústria têxtil está a lidar com um número maior de substâncias restritas. A indústria do couro está mais avançada na eliminação progressiva de substâncias restritas listadas na ZDHC da sua produção.

 

3.8 Os curtumes reciclam produtos químicos?
Os produtos químicos geralmente não são reciclados, mas muitas formulações químicas em curtumes são reutilizadas durante o processo para limitar a sua descarga. Os produtos químicos que não foram completamente usados durante a produção de couro permanecerão no efluente final que é especialmente tratado em estações de tratamento de águas residuais. Idealmente, os produtos químicos utilizados na produção de couro devem ser biodegradáveis.

 

Secção 4 - Social & Laboral
4.1 Como os trabalhadores do couro são protegidos dentro das fábricas de curtumes?
Uma vez que no passado, frequentemente as fábricas de curtumes não garantiam as condições de trabalho adequadas, essas questões tornaram-se um foco para os legisladores e ONG’s ambientais. Isso levou a melhorias significativas e é seguro dizer que os curtumes responsáveis hoje em dia praticam um alto nível de segurança operacional. Os trabalhadores são formados no manuseamento de produtos químicos e na operação de máquinas de forma segura. Auditorias regulares feitas por várias organizações (por exemplo, LWG, CCIB, etc.) garantem que altos padrões sejam mantidos.

As máquinas modernas de curtumes são equipadas com dispositivos de segurança de última geração, e os funcionários são obrigados a usar equipamentos de proteção individual (luvas de segurança, óculos de proteção, máscaras respiratórias) ao manusear produtos químicos.

A UNIDO lançou também um programa on-line para formação de consciencialização de segurança, que inclui demonstrações em vídeo de como empregar práticas seguras para produtos químicos específicos usados em curtumes.

 

4.2 Os curtumes são automatizados?
A produção de couro é conhecida pelo seu artesanato e pelo trabalho manual que historicamente está envolvido. No entanto, isso mudou muito nos últimos 20 anos. Muitas operações mecânicas, o manuseamento e a dosagem de produtos químicos foram automatizados. Principalmente as maiores fábricas de curtumes do mundo tornaram-se automatizadas nos últimos 10 anos e agora executam operações de última geração com utilização altamente eficiente de recursos e níveis de conformidade ambiental que vão além de muitas regulamentações.

 

4.3 As fábricas de curtumes são lugares perigosos?
As fábricas de curtumes são locais onde os produtos químicos são processados em couro; a maioria deles tem um alto nível de segurança e programas de saúde ocupacional devidos. Os funcionários estão constantemente a ser formados para realizar atividades seguras. As fábricas de curtumes também precisam de cumprir as regulações locais, regionais e nacionais. Se esses riscos forem adequadamente geridos e os esforços de segurança são realizados, então uma fábrica de curtumes não é mais arriscada do que outras instalações de produção com produtos químicos.

 

Secção 5 - Uso de Energia
5.1 O que é a pegada de carbono do couro?
O processo de cálculo da pegada de carbono do couro tem sido controverso devido à ligação do couro com a indústria da carne. Atualmente, não há uma metodologia única numa norma internacionalmente aceite para a pegada do produto em couro. Em 2018, o Comité Diretivo da Pegada Ambiental da UE publicou regras sobre como calcular o impacto da produção de couro usando a metodologia de Avaliação do Ciclo de Vida. Isso permite que os fabricantes de couro calculem a sua pegada usando regras estabelecidas e harmonizadas, levando em conta o fato de que o couro é um subproduto das indústrias da carne e laticínios.

 

Secção 6 - Uso da Água
6.1 Couro e o uso da água?
A água é essencial para a produção de couro. A produção de couro atualmente envolve um sistema de processos baseados em água, utilizando a água como meio de transporte e diluente para os produtos químicos necessários, para criar o material durável e elegante que tem sido utilizado pela humanidade há séculos. Para mais informações, consulte Water & Leather em chinawaterrisk.org.

 

Secção 7 - Rastreabilidade do Couro
7.1 Como posso rastrear a minha cadeia de logística do couro?
O Leather Working Group (LWG) executa uma auditoria de rastreabilidade em todos os fabricantes de couro auditados pelo LWG para avaliar a capacidade de um fornecedor de rastrear a sua matéria-prima de volta ao matadouro. Essas informações não estão disponíveis apenas para os clientes dos curtumes, mas também para o consumidor final no site do LWG.

O Instituto de Certificação de Qualidade para o Setor de Couro em Itália tem um programa abrangente de certificação e mais informações podem ser encontradas no seu site, www.icec.it.

A CSCB é a Certificação Brasileira de Couro para Sustentabilidade, mais detalhes podem ser encontrados em www.cicb.org.br, juntamente com informações sobre a indústria de couro brasileira.


7.2 Couro e indústria da carne, qual é a ligação?
O couro de bovinos, ovinos, caprinos e suínos é um subproduto da indústria da carne. 98% dos couros são fabricados a partir destes quatro animais. Os agricultores não criam gado para que as suas peles se transformem em couro, pois o valor de uma pele de vaca / boi é geralmente apenas 8% do valor total do animal. Os agricultores criam gado pela sua carne ou leite sendo a pele um subproduto que deve ser transformado noutro produto de valor acrescentado ou consumido.

A produção de couro é atualmente a melhor maneira de fazer a reutilização de um sub-produto da indústria de carne e não só cada ano liberta 720 milhões de toneladas do aterro global, como ainda é suficientemente versátil para ser usado numa variedade de produtos, desde luvas macias até calçado confortável, móveis resistentes e roupas contemporâneas.

 

Fonte: Leather Naturally

 

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Pele | Verdadeiro ou Falso?

O que é verdadeiro, o que é falso?
Nomeie os factos de ficção sobre o couro/pele neste guia direto sobre a indústria


Animais são criados para fazer pele: Falso
O couro/pele é um subproduto da indústria da carne. Apenas uma fração muito pequena de peles vem da indústria de couro exótico que está numa área cinzenta da ética.


O couro é um produto sustentável: Verdadeiro
O couro como matéria-prima é gerado de forma renovável, porque a carne animal será sempre exigida pelos consumidores. O processo, se feito com bons controlos ambientais, tem impacto mínimo e o ciclo de vida completo do couro tem a menor pegada de carbono e menor pegada hídrica do que qualquer outro material quando analisado a durabilidade do produto. Durante a fase de fim de vida, o couro degrada-se rapidamente através de meios químicos e biológicos.


Couro contém materiais tóxicos: Falso
O couro produzido responsavelmente evita materiais tóxicos. A melhor tecnologia de couro disponível não requer produtos químicos tóxicos e existe em todas as principais operações curtumes. Às vezes, são encontradas substâncias restritas que involuntariamente são usadas devido as impurezas, mas essa é a razão pela qual testamos o couro para garantir que ele é seguro.


O couro é um material renovável: Verdadeiro
Os couros e peles serão sempre produzidos como subprodutos da produção de carne. Os animais fazem parte das dietas de muitos consumidores e, portanto, haverá sempre a sua procura. Os couros/peles de animais criados pela sua carne terão de ser utilizados como novos produtos porque senão tornar-se-ão resíduos.


O couro degrada melhor que os materiais sintéticos: Verdadeiro
Materiais baseados em produtos petroquímicos são relativamente inertes e pobres em nutrientes para bactérias e fungos. O couro é rico em carbono, nitrogénio e oxigênio; três elementos que bactérias e fungos gostam de comer. Na biosfera, o couro decompor-se-á muito mais rápido que os materiais sintéticos.


O couro só pode ser feito de peles de animais: Verdadeiro
A definição de couro nas normas internacionais aprovadas inclui a insistência de que o couro não pode ser desintegrado e refeito e deve ser uma cobertura, maioritariamente intacta, proveniente de um animal.


Couro pode ser reciclado: Verdadeiro
O aglomerado de couro é utilizada há mais de 70 anos como material em calçados e isolamento acústico. Os compósitos de couro existem desde o início dos anos 2000 e muitos trabalhos têm sido desenvolvidos para produzir uma diversidade mais ampla de reciclados do couro.


Materiais sintéticos são feitos de fibras naturais: Falso
Para distinguir materiais sintéticos de naturais, o termo sintético refere-se a materiais produzidos a partir de subunidades que são derivadas de fontes sintéticas (por exemplo: produtos químicos de petróleo), e o natural geralmente implica o crescimento num animal. As alternativas de couro são em grande parte sintéticas (baseadas em produtos petroquímicos), existem apenas algumas novas alternativas naturais ao couro.


Os couros podem ser feitos de outras fontes, além de animais: Falso
Normas e definições internacionais e, em muitos casos, as leis nacionais proíbem o uso da palavra couro, a menos que venha de um animal. Rotular algo como couro que não seja de origem animal é ilegal em muitos países.


O couro só é feito em países subdesenvolvidos: Falso
As melhores fábricas de curtumes do mundo existem tanto em países de baixo rendimento como de países de alto rendimento. Qualquer empresa de qualquer parte do mundo que esteja preparada para investir em instalações de última geração e proteção ambiental é bem-vinda à indústria do couro.


Artigos de couro não são duráveis: Falso
Os novos consumidores aprendem rapidamente que há uma grande diferença entre couro e as alternativas de couro quando se trata de durabilidade. Muito poucas alternativas de couro podem igualar a durabilidade e desempenho de couro de alta qualidade.


Couro pode ser distinguido de outros materiais pelo “cheiro da pele”: Falso
Embora alguns couros tenham um cheiro característico, muitos consumidores modernos exigem que seu couro tenha um cheiro neutro. Os industriais de curtumes fazem com que a pele cheire menos. Se o consumidor quiser que cheire a couro, o industrial de curtumes pode usar taninos vegetais e óleo de peixe para dar-lhe o odor característico.


O couro é um produto natural: Verdadeiro
O que poderia ser mais natural do que uma pele de animal que é em grande parte proteína, humidade e ar. As substâncias curtidoras proporcionam proteção para sua vida útil e, depois, permitem que a biosfera degrade o couro de maneira rápida.


Camurça ou nubucks não são couros: Falso
A camada superior ou inferior da pele pode ser transformada em camurça e a camada superior com flor pode ser transformada em nubuck. Um nubuck pode ser chamado de “couro genuíno”, mas no caso da camurça, ele deve ser chamado de camurça de couro genuíno, já que não tem acabamento.


Materiais sintéticos estão sendo vendidos como couro: Verdadeiro
A reputação do couro é tão boa que as pessoas vigaristas querem enganar os consumidores rotulando seus produtos como couro. Infelizmente os consumidores compram então esses produtos sintéticos, a pensar que é couro verdadeiro e ficam mais tarde desapontados com a falta de qualidade.


O couro é um produto moderno: Verdadeiro
Os couros modernos são altamente técnicos, e têm uma gama de características que podem dar ao usuário atributos que a maioria dos outros materiais não podem, os quais podem incluir: resistência à água, resistência ao fogo, respirabilidade, proteção antibacteriana, proteção térmica, anti abrasão, alta aderência, maciez excecional, gravação a laser, implantes sensoriais corporais, mudança de cor UV, mudança de cor térmica e estabilidade dimensional.


O couro é o melhor material para sapatos: Verdadeiro
Em termos de conforto e resistência do calçado, durabilidade ao desgaste e abrasão, capacidade de se moldar ao corpo, ajustando-se em redor do pé, manutenção fácil, reparabilidade e respirabilidade - muito poucos materiais podem igualar as suas propriedades.


O couro tem uma pegada de carbono grande: Falso
Após a avaliação aprofundada da Comissão Europeia, da Pegada Ambiental do Produto para o couro bovino, a transferência de impacto ambiental do ciclo de vida do animal foi restrita a 0,42%.


O couro não é um produto ecológico: Falso
Muito poucos materiais modernos têm a capacidade de se degradar na biosfera como o couro faz. A produção de couro melhora continuamente com muitos curtumes modernos a terem um impacto mínimo no meio ambiente. Como recurso renovável, o couro continuará a ser um material ecológico para todos os tipos de produto.


O couro é um subproduto: Verdadeiro
Sim, os couros e peles são um subproduto da indústria da carne.

Fonte: Leather Naturally

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Projecto INNOLEA - ERASMUS +

Project summary

 

INNOLEA project aims to fill an apparent gap in the area of specialized services for the leather sector with the establishment of four leather centres in local Universities, two in Jordan and two in Egypt, utilizing the experience and expertise of EU partners in the area of services for the leather sector.
Through the creation of these centres and the further tasks that will be implemented in this project, the leather sectors in Jordan and Egypt will be offered access to business development services, such as quality testing, product certification, training, fashion trends, production organization, BtoB and funding opportunities, and subsequently the Jordanian and Egyptian leathers sector will have a valuable ally for its further development.
The project also aims to create and maintain a link between Universities and businesses of the leather sector that will foster innovation and the manufacturing of high value quality products, as well as further cooperation between EU and Jordan and Egypt Universities and leather businesses.
The project also aims to help encourage the Egyptian and Jordanian governments to favour the establishment of leather centres within universities and to promote research and projects between EU and Egypt and Jordan universities in the leather sector, by creating a research innovation and training network, which will continue to operate and after the end of the current project.

 

Target groups


INNOLEA project focus aims at The project aims at the creation of four leather centers (two in Jordan and two in Egypt) within HEIs project partners. These centers will play the role of focal points for the leather sector and relevant stakeholders. Therefore, they can be considered the primary target group.
Besides that, other relevant stakeholders at local/regional and national level are (in target countries as well as in European ones): universities, leather and related companies, BIOs, policy-makers, training centres, investment promotion agencies, corporate executives and investors, International Finance Institutions providing funds for development, researchers and academics and representatives of civil society.
Internal communication and dissemination will be mainly targeted to the partners and to the staff working within the involved organisation.
Students of the academic partners will be also reached by communication and promotion activities.

 

Portugal 2020

O CTIC é uma entidade acreditada no âmbito do Portugal 2020 para a prestação de serviços às empresas, integrados nas seguintes tipologias:

- Vale Empreendedorismo

- Vale Inovação

- Vale I&D

Estes projetos podem ter o valor máximo de 20.000 euros, beneficiando a empresa de 75% de incentivo a fundo perdido.


Vales I&D
Aquisição de serviços de consultoria em atividades de investigação e desenvolvimento tecnológico, bem como de serviços de transferência tecnológica.

 

Financiamento                                           Investimento              Taxa de incentivo  

Incentivo não reembolsável                   Até 20.000 €                75% para PME’s

 

 Critérios de Elegibilidade

Resultado líquido positivo

Situação líquida positiva

Não ter dívidas à Segurança Social e Finanças

Ter licenciamento da atividade

Duração máxima de 12 meses

Não ter projetos aprovados na mesma tipologia


SI Inovação – CAE 05 a 33
Criação de um novo estabelecimento
Aumento da produção em 20%
Diversificação do produto sendo que o investimento deve ser superior em 200% aos ativos reutilizados
Alteração fundamental do processo de produção

  

Financiamento                           Investimento                         Taxa de incentivo
Incentivo reembolsável             Superior a 75.000 €              Até 75%

 

Despesas Elegíveis

Edifícios, remodelações, adaptações, devidamente justificados
Equipamento produtivo e informático
Transferência de tecnologia, licenças, software
TOC, ROC
Serviços de engenharia relacionados com a implementação do projeto.
Estudos, diagnósticos, auditorias, planos de marketing e projetos de arquitetura e de engenharia, associados ao projeto de investimento.
Formação de recursos humanos

 

Critérios de Elegibilidade
Autonomia financeira de 15%
Não ter dívidas à Segurança Social e Finanças
Ter licenciamento da atividade
Duração máxima de 24 meses
Não ter projetos aprovados na mesma tipologia

 

Empreendedorismo Qualificado e Criativo

Criação de um novo estabelecimento
criação de empresas que desenvolvam atividades em setores com fortes dinâmicas de crescimento
criação de empresas que valorizem a aplicação de resultados de I&D na produção de novos bens e serviços.

 

Despesas Elegíveis
Equipamento produtivo e informático
Transferência de tecnologia, licenças, software
TOC, ROC
Serviços de engenharia relacionados com a implementação do projeto.
Estudos, diagnósticos, auditorias, planos de marketing e projetos de arquitetura e de engenharia, associados ao projeto de investimento.
Formação de recursos humanos.

 

Financiamento                           Investimento                         Taxa de incentivo 
Incentivo reembolsável             Superior a 75.000 €              Até 75%

 

Para mais informações contacto o departamento de projetos do CTIC:

Carla Martins | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou Marta Filipe | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Telefone: 249 889 190

 

 

Seminários Leather Tec

 

Seminário
Novas Tecnologias para Resposta às Tendências de Mercado

da Pele Couro-Moda

 

Decorreu no dia 15 de Maio de 2018 um seminário onde foram abordados os seguintes temas:
- Macro-tendências com enfoque na época AW 2019-20
- Evolução Tecnológica e a sua Relação com Novas Aplicações do Couro
- Para onde se dirige a pele?

A evolução tecnológica em áreas como a tecnologia de polímeros, as nanotecnologias, as tecnologias enzimáticas e o universo dos tensioativos e emulsões proporciona hoje novas oportunidades de criação de propriedades inovadoras no couro, além de potenciar a melhoria de propriedades técnicas já existentes.
Esta evolução tecnológica, associada às tendências de mercado, intimamente ligadas à evolução da nossa sociedade e do HOMEM, forçam de forma natural e orientada o upgrade do produto couro. É nas nossas raízes, na geração de uma identidade forte e única do indivíduo e na profunda humanização da nossa organização social que assenta a evolução do produto, com uma clara tendência para a sustentabilidade, a estética do “vegetal” e a sofisticação racional do produto, tornando-o funcional.

 

Para consultar os artigos na íntegra poderá descarregar o folheto no final do artigo.

 Programa: 15 de Maio de 2018

10h45 - Receção
11h00 - Abertura
11h15 - Macro-tendências, com enfoque na época AW 2019-20
            Marita Ferro
12h00 - Evolução tecnológica – Novas aplicações
            Filipe Crispim (CTIC)
12h20 - Debate
12h30 - Encerramento

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Descarregue aqui o folheto do seminário bem como as apresentações:
- Folheto do Seminário
- Evolução tecnológica – Novas aplicações
- Macro-tendências, com enfoque na época AW 2018-19

 

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Seminário


Áreas Tecnológicas Prioritárias para o Setor de Curtumes

Boas Práticas no processo de caleiro

Redução de Sulfuretos

 

Decorreu no dia 14 de fevereiro de 2018 um seminário cujo objetivo foi informar o setor sobre as áreas de desenvolvimento prioritárias, gerando a sua evolução tecnológica, dando como exemplo as melhores práticas disponíveis para otimização da fase inicial do processo. Foi dado especial enfase à aplicação de tecnologias enzimáticas e à depilação sem destruição do pêlo.

O processo de Ribeira, nomeadamente a fase de caleiro, assume uma grande importância no processamento da pele, pelo impacte ambiental que gera e pela forma como influi na qualidade do produto final.


Programa:14 de Fevereiro de 2018


16h45 - Receção
17h00 - Abertura
17h15 - Prioridades tecnológicas para o setor de curtumes
               Filipe Crispim (CTIC)
17h35 - Depilação enzimática com e sem destruição do pêlo
               Alfredo Crispim (ISEP)
18h00 - Debate
18h30 - Café Convivio

 

Breve resumo das intervenções

Prioridades tecnológicas para o setor de curtumes
"O setor de curtumes enfrenta hoje mudanças profundas, quer do ponto de vista tecnológico, quer ao nível organizacional. Existe hoje uma forte tendência para “humanizar” os materiais, sendo prioritárias áreas como a sustentabilidade e funcionalidade dos produtos, aliadas a uma elevada flexibilidade produtiva, respondendo a um crescimento do conhecimento e exigência dos consumidores, e à forte tendência de personalização dos produtos, conferindo-lhes cada vez mais identidade. Decorre desta reflexão a eleição das seguintes prioridades tecnológicas para o setor de curtumes:
- Processos eco-eficientes;
- Processos “circulares”;
- Tecnologia química “inócua”;
- Processos de elevada performance técnica."
Filipe Crispim, CTIC

Depilação enzimática com e sem destruição do pêlo
"No que respeita à eco-eficiência, a redução da carga poluente, nomeadamente ao nível das emissões líquidas e gasosas, é uma prioridade. Um dos pontos críticos do processo é a fase de caleiro, para a qual existem tecnologias comprovadamente eficazes e que permitem uma redução muito grande da carga poluente desta fase processual, nomeadamente pela redução da utilização de sulfureto de sódio nesta operação. Nos últimos anos, deu-se uma considerável evolução tecnológica relativa à aplicação de enzimas ao longo do processo de curtumes, nomeadamente na fase de depilação. As vantagens destes processos, não só a nível ambiental, mas também no que respeita à qualidade do artigo final, são por vezes surpreendentes, pelo que se explora neste workshop a depilação enzimática."
Alfredo Crispim, ISEP

   Seminario 1 001                           Seminario 1 004              Seminario 1 005   

Descarregue aqui as apresentações:

Parcerias

O CTIC tem parceiros no âmbito das suas diversas áreas de trabalho, no sentido de valorizar e prestar um serviços às empresas mais profissionalizado.

 

Centros Tecnológicos

       CTCV    catim   cevalor

 

Entidades Públicas

   alcanena capita da pele ACT logotipo cores iefp  IPT  

 

 

Associações

 aciso  produtech

 

Outras Entidades

 

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